O levantamento aponta também para uma mudança no perfil de maternidade no estado, com a idade média das mulheres ao terem o primeiro filho chegando a 27 anos, superando a média nacional de 26 anos. Em 2015, Alagoas registrou 52.317 nascimentos, dos quais 28.234 eram de mães adolescentes. Já em 2025, o total de nascimentos caiu para 46.384, com 14.732 ocorrendo entre adolescentes.
Caroline Leite, secretária de Estado da Primeira Infância, destacou que a gravidez na adolescência afeta não apenas a saúde, mas também a educação e as perspectivas futuras das jovens. Segundo ela, a elevação da idade média para a maternidade indica um amadurecimento em termos de planejamento familiar, permitindo que mais mulheres concluam seus estudos antes da gravidez.
No Sertão, o município de Pão de Açúcar foi escolhido para um projeto-piloto que combate a gravidez precoce. A iniciativa envolve a Secretaria da Primeira Infância, a Secretaria de Saúde (Sesau) e as administrações locais, mobilizando estratégias de conscientização e oferta de métodos contraceptivos por meio do Programa Decidiu.
A gerente executiva de Saúde da Primeira Infância, Emilie Oliveira, comentou sobre as ações educativas e de mobilização realizadas para alcançar efetivamente o público adolescente. Luiza Balbino, supervisora de Cuidados à Saúde da Mulher e Criança, ressaltou a importância da integração entre saúde e educação, enfatizando o trabalho conjunto para abordar o planejamento reprodutivo nas escolas.
Esses números refletem uma transformação social guiada pelo acesso à informação, educação e políticas públicas reforçadas, posicionando Alagoas acima da média nacional nesse aspecto.
