Em comunicado oficial, a AGU descreveu o pedido da PF como uma “intervenção processual” sem precedentes na história das relações entre as instituições, enfatizando que essa abordagem poderia não apenas comprometer a legalidade das investigações em andamento no STF, mas também gerar riscos jurídicos e institucionais. Essa preocupação reflete a complexidade das relações entre os diferentes órgãos do sistema de Justiça e a necessidade de preservar a integridade das investigações que estão sob a responsabilidade da Suprema Corte.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, destacou que a recusa da AGU em atender ao pedido da PF não deve ser interpretada como uma omissão. Ele ressaltou que o órgão tem buscado soluções por meio do diálogo para resolver conflitos, e que esforços foram feitos para promover a comunicação entre os envolvidos. No último mês de agosto, Messias organizou uma reunião entre Mendonça e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, sem a presença do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a fim de discutir a situação de forma mais construtiva.
A disputa teve como pano de fundo investigações que envolvem o Banco Master e fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF, em meio a essas investigações, questionou algumas das decisões tomadas por Mendonça e solicitou à AGU que buscasse um recurso judicial para contestar a atuação do ministro, demanda que foi negada.
Messias finalizou a nota afirmando que a AGU manterá seu compromisso legal e institucional, continuando a trabalhar em busca de soluções pacíficas e consensuais para possíveis conflitos futuros, sempre agindo com responsabilidade e sem precipitações. Essa postura reflete a necessidade de uma convivência harmônica e respeitosa entre as instituições do Estado, fundamentais para a democracia e a ordem jurídica.




