AGU Pede Arquivamento de Processo nos EUA Contra Ministro Alexandre de Moraes por Redes Sociais e Defende Imunidade de Estados Estrangeiros.

A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou, nesta quarta-feira, um pedido à Justiça dos Estados Unidos visando o arquivamento de um processo apresentado pelas plataformas Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Essa solicitação foi feita no contexto de uma ação judicial em que as redes sociais contestam decisões do magistrado, as quais implicaram a suspensão de perfis de cidadãos brasileiros que residem no país norte-americano.

A AGU fundamenta sua petição na premissa de que a legislação americana reconhece a imunidade e a soberania de Estados estrangeiros, o que, segundo eles, protegeria Moraes de ser sujeito a processos no território dos EUA. Além disso, a defesa destaca que as determinações proferidas por Moraes foram validadas pela Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, reforçando a legalidade e a legitimidade de suas decisões.

As ações em questão foram tomadas após investigações que identificaram os perfis como envolvidos em atividades consideradas antidemocráticas, tendo como um dos alvos notórios o blogueiro Allan dos Santos, acusado de propagar conteúdos que ferem os princípios do Estado democrático de direito. A AGU, ao atuar como defensora de Moraes, busca não apenas proteger o ministro, mas também reafirmar a atuação do Judiciário brasileiro frente a possíveis tentativas de deslegitimação por entidades estrangeiras.

Vale destacar que, em maio, a Justiça dos EUA decidiu que Moraes deveria ser notificado sobre o processo via e-mail, uma medida que surgiu após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar um pedido do Rumble para que a notificação fosse feita por meio de uma carta rogatória. Esse tipo de notificação internacional requer autorização legal do STJ, colocando o tribunal brasileiro em uma posição de relevância na condução do caso.

A insistência no reconhecimento da soberania e a defesa da independência do Judiciário brasileiro são temas centrais nessa controvérsia, refletindo as tensões que podem surgir quando decisões judiciais nacionais são questionadas em jurisdições externas. A AGU, ao agir nesse sentido, busca não apenas um resultado favorável para o ministro, mas também a afirmação de que o Estado brasileiro mantém controle sobre suas instituições e processos judiciais, independentemente das pressões externas.

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