O aprofundamento na queda das ações ocorreu após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026, que apresentou um lucro líquido de R$ 186,5 milhões. Essa cifra representa uma drástica queda de 47,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior e uma redução de 13,2% em relação ao trimestre anterior. Apesar de um crescimento de 23,6% nas receitas, que totalizaram R$ 3 bilhões, esse resultado positivo não foi suficiente para evitar a queda significativa na originação de crédito, que caiu 30,9% ano a ano. Essa diminuição é atribuída, em parte, a interrupções temporárias nas operações de crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no final de 2025.
Como consequência, o Itaú BBA rebaixou a classificação das ações de “outperform” para “market perform”, reduzindo o preço-alvo de US$ 15 para US$ 9. Os analistas do banco apontam que o aumento do risco, combinado com um crescimento lento e a queda no retorno sobre patrimônio, podem limitar a recuperação do papel no futuro próximo. O indicador de retorno sobre patrimônio líquido (ROE) registrou uma queda de 45% para 26,1% no último ano, enquanto a inadimplência saltou de 2,9% para 3,6%.
Na sequência, o Inter se viu novamente em baixa, marcando o segundo dia consecutivo de perdas após um deslizamento de 15% na quinta-feira. No fechamento da sexta-feira, as ações caíram 3,28%, ficando em US$ 6,48. Em um cenário mais amplo, a fintech está enfrentando ceticismo sobre suas operações e promessas de crescimento.
Enquanto a maioria das fintechs experimentou perdas significativas, a XP despontou como uma exceção, registrando um aumento de 2,02% em suas ações, fechando a US$ 19,17. Essa diferença em desempenho ressalta a volatilidade que permeia o setor atualmente, com usuários e investidores encontrando maneiras de reavaliar suas expectativas nos dias mais instáveis.
Além disso, no cenário mais abrangente de Wall Street, as bolsas fecharam em alta, impulsionadas pela adição de 115 mil postos de trabalho conforme indicado pelo relatório de empregos para abril. Apesar da recuperação econômica, as tensões internacionais, especialmente entre EUA e Irã, continuam a perpetuar um clima de incerteza que pode afetar o mercado em um futuro próximo.





