Os relatórios indicam que os custos operacionais estão crescendo em um ritmo mais rápido do que a receita, o que gera preocupações no mercado. O Itaú BBA e o BTG Pactual preveem que a plena recuperação do banco poderá levar até 2027, um ano a mais do que o esperado anteriormente. Durante o período, as despesas administrativas aumentaram 21%, atingindo R$ 769 milhões, e as despesas com pessoal subiram 45%. Esse crescimento excessivo de custos gerou um aumento no índice de eficiência, que passou de 43,2% para 48,9%, indicando um custo mais alto para gerar receita.
Além disso, o Agibank sofreu com uma crise regulatória em 2025, quando o INSS suspendeu parte dos contratos do banco após investigações sobre irregularidades na concessão de benefícios. Uma auditoria posterior revelou problemas significativos, levando a uma suspensão temporária da originação de novos empréstimos consignados. Embora o banco tenha recuperado a capacidade de operação após firmar um acordo com o INSS, a vigilância regulatória continua intensa.
No cenário das ações, o banco está se enfrentando um desempenho bastante negativo, com os papéis do Agibank, listados na NYSE, apresentando uma queda superior a 40% desde seu IPO em fevereiro. A baixa liquidez nas negociações contribui para o temor de que as ações se tornem um “caso isolado” no mercado. Entretanto, nem tudo é negativo; a gestora Lumina, ligada ao investidor Daniel Goldberg, elevou sua participação na empresa, demonstrando um otimismo em relação ao potencial de recuperação do banco no longo prazo.
As expectativas ainda permanecem cautelosas, com analistas ressaltando que a crescente base de clientes requer uma transformação urgente em rentabilidade para assegurar um futuro financeiramente sólido.




