No entanto, a dinâmica legislativa passa por uma reestruturação que promete acelerar o processo de aprovação dos indicados pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Um rito mais célebre foi implementado após a aprovação do Projeto de Resolução 2.317/26, que visa padronizar os prazos de tramitação de matérias no Legislativo. A mudança parece coincidir com os interesses do atual presidente da Alerj, Douglas Ruas, que também é um pré-candidato ao governo do estado, e terá a responsabilidade de pautar a votação em plenário.
Conforme as novas diretrizes, ao receber a mensagem do governador, a Assembleia Legislativa deve ler a proposta no expediente da próxima sessão. Em até 24 horas, a comissão formalizará a convocação dos indicados para uma sabatina pública, onde eles responderão a questionamentos sobre suas habilidades e a relevância de suas nomeações para o cargo.
Este processo se torna ainda mais urgente, considerando a situação precária da Agetransp, que conta atualmente apenas com seu presidente, Adolpho Konder. Desde junho, a agência enfrenta um esvaziamento progressivo, com as aposentadorias de conselheiros como Vicente Loureiro e Fernando Moraes. A ausência de um quórum adequado pode comprometer a capacidade de deliberar questões essenciais, impactando diretamente as operações e fiscalizações da agência.
Fundada em 2005, a Agetransp é responsável pela regulação de diversos serviços públicos de transporte no estado, como trens, metrô, barcas e rodovias pedagiadas. A rápida resolução dessa crise de liderança se torna, portanto, uma prioridade não apenas para o governo em exercício, mas também para garantir a eficácia na supervisão e na prestação de serviços essenciais à população fluminense.
