No dia 31 de janeiro, a jovem foi atraída para um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro sob o pretexto de um reencontro com o adolescente, com quem já havia tido um relacionamento. Durante o desenrolar dos eventos, o menor insistiu que a jovem subisse sozinha, alegando que havia outros amigos no local e sugerindo a realização de atividades que a vítima já havia rejeitado. A insistência do adolescente culminou na permanência de outros homens no apartamento. Em um ambiente hostil e coercitivo, a jovem foi alvo de agressões físicas e sexuais, sendo forçada a praticar atos sem o seu consentimento.
A juíza Cavalieri não apenas considerou a gravidade da infração, mas também a falha da rede familiar em fornecer limites adequados ao adolescente. Ao impor uma medida socioeducativa de internação por um período inicial de seis meses, a magistrada enfatizou a importância de proteger as vítimas e refletiu sobre o impacto da violência intrafamiliar na formação do jovem infrator.
A decisão judicial também ilustra como os procedimentos relacionados a crimes sexuais têm mudado, adotando novas diretrizes que buscam preservar a dignidade da vítima. De acordo com a magistrada, a palavra da vítima ganha uma atenção especial, especialmente em crimes que frequentemente ocorrem sem testemunhas. No caso em questão, a magistrada aplicou o Protocolo para Julgamento sob Perspectiva de Gênero, emergindo a necessidade de assegurar igualdade material diante das dificuldades de prova.
Além do adolescente, outros quatro homens, todos com passagens por instituições de ensino renomadas, também são acusados. Um deles é Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, que se apresentou à polícia horas após a exoneração do pai, um ex-subsecretário estadual. Outros acusados também enfrentam problemas relacionados a denúncias de crimes violentos. A situação continua a ser acompanhada de perto pela sociedade, que clama por justiça e por mudanças efetivas no tratamento de casos como este.
