Vivi Lemos, mãe da adolescente, expressou sua indignação em relação à imprudência dos condutores envolvidos. A jovem estava em um dos carros envolvidos na corrida quando um deles colidiu com um poste, resultando em ferimentos severos e no falho atendimento de emergência por parte dos motoristas, que não prestaram socorro imediato. “Eles nem chamaram o Corpo de Bombeiros. Foram os transeuntes que acionaram o socorro”, lamentou Vivi.
Além das lesões físicas, a jovem enfrenta desafios emocionais. Ela relatou que experimenta ansiedade ao andar de carro, especialmente em viagens que envolvem altas velocidades, o que provoca crises de pânico. Essa condição a levou a evitar encontros sociais, já que os responsáveis pelo acidente, colegas de faculdade, zombavam de seu sofrimento. “Ela estava se sentindo ridicularizada, o que a forçou a se mudar de Brasília para São Paulo”, afirmou a mãe.
A situação se agrava com a incerteza sobre sua recuperação. Após várias sessões de fisioterapia, ela perdeu o movimento de dois dedos da mão afetada, e a possibilidade de uma nova cirurgia permanece em aberto. “Ainda estamos esperando para saber se isso será permanente”, disse Vivi, preocupada com o futuro da filha.
As investigações apontam que os motoristas envolvidos dirigiam sob influência de álcool, com evidências claras da ingestão de bebidas alcoólicas encontradas no local do acidente. Os jovens foram indiciados por racha e embriaguez ao volante, e há um forte apelo por justiça. Autoridades locais ressaltam a necessidade de rigor nas punições para comportamentos que colocam vidas em risco. O caso chamou atenção não apenas pela gravidade dos danos causados, mas também pela irresponsabilidade de quem deveria zelar pela segurança no trânsito.
A história dessa adolescente é um lembrete contundente sobre os riscos associados à imprudência no trânsito, especialmente quando envolve jovens. A luta contínua pela recuperação e justiça revela não apenas as consequências físicas, mas também as cicatrizes emocionais que podem durar por toda a vida.
