As defesas dos acusados alegaram diversas irregularidades no processo, como ocultação de provas, uso de testemunhas secretas e até mesmo denúncias de tortura contra Amarildo. Além disso, sustentaram a legítima defesa e a não participação de Oseney na cena do crime. No entanto, o tribunal rejeitou essas alegações, retirando apenas as acusações contra Oseney por falta de provas, o que poderá resultar na sua soltura nos próximos dias.
O assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira ocorreu durante uma expedição de barco ao Vale do Javari, no Amazonas, em junho de 2022. Dom Phillips, colaborador do jornal britânico The Guardian, cobria conflitos fundiários e a situação dos povos indígenas, preparando um livro sobre a Amazônia. Já Bruno Pereira, servidor licenciado da Funai, atuava em defesa dos direitos dos povos indígenas do Vale do Javari.
A motivação do crime estaria ligada ao impacto que as atividades de Bruno e Dom causavam nas operações de pesca ilegal na região. Amarildo e Jefferson permanecem presos preventivamente e irão responder pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver perante o júri popular.
Este desfecho marca mais um capítulo na busca por justiça em um caso que chocou a opinião pública e colocou em evidência as ameaças enfrentadas por aqueles que lutam em defesa dos povos indígenas e do meio ambiente. A sociedade aguarda atenta os desdobramentos deste julgamento, na esperança de que se faça justiça em memória de Bruno Pereira e Dom Phillips.