As dificuldades enfrentadas pelo PicPay parecem derivar de uma expectativa elevada que não se concretizou. Desde sua entrada no mercado, a fintech teve um desempenho abaixo do esperado, o que gerou desconfiança entre os investidores. Espantou a todos o fato de que, mesmo após anunciar resultados financeiros melhores do que o esperado, o preço das ações despencou. Especialistas, como Angelo Belitardo, apontaram que o mercado não estava insatisfeito com a falta de crescimento, mas, sim, com a qualidade do lucro e o custo associado à expansão. Nesse cenário, o PicPay é negociado atualmente a aproximadamente oito vezes seu lucro, colocando-o em um patamar similar ao de outras fintechs como Nubank e Inter.
Por sua vez, a Stone enfrenta desafios diferentes, sendo que a expectativa em relação ao seu próximo relatório financeiro, que será divulgado em 14 de maio, é de cautela. O banco Safra previu um lucro líquido ajustado de R$ 539 milhões para o primeiro trimestre de 2026, implicando uma queda de 24% em relação ao trimestre anterior. Além disso, a Stone ainda não demonstrou sinais de crescimento no volume dos pagamentos processados, ao contrário de seus concorrentes, como o PagBank.
No mercado mais amplo, enquanto o Agibank foi uma exceção, com alta de 1,62%, a maioria das ações de fintechs seguiu a tendência negativa. Enquanto isso, fatores externos como a incerteza política no Oriente Médio e a saída dos Emirados Árabes da Opep impactaram o mercado global, resultando em quedas nos índices de Nova York, como o Dow Jones e o Nasdaq. Apesar de um aumento na confiança do consumidor nos EUA, os mercados permaneceram voláteis, indicando que a combinação de fatores internos e externos continua influenciando a direção das ações no setor.
