Atualmente, cinco das vítimas permanecem em tratamento no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, enquanto outras duas estão sob cuidados no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A expectativa é que as primeiras informações provenientes de perícias cruciais, incluindo uma análise do tacógrafo do veículo, sejam divulgadas dentro de uma semana. Esse exame poderá determinar a velocidade do ônibus no momento do incidente e se houve falhas mecânicas.
Sobreviventes do acidente relataram que o ônibus estava em alta velocidade ao contornar as curvas da serra. Gabriel Bernardes, um dos passageiros que escaparam com vida, narrou que várias pessoas pediram ao motorista que diminuísse a velocidade ou parasse, mas a situação rapidamente saiu de controle. O ônibus fazia o trajeto entre Belo Horizonte e Copacabana, no Rio de Janeiro, e, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a viagem era clandestina, pois a empresa não possuía autorização para realizar o percurso.
Investigadores da 105ª DP de Petrópolis revelaram que não conseguiram encontrar registros de uma empresa com o nome Estrela Guia Turismo, a qual foi indicada como responsável pela operação do ônibus e pela venda dos pacotes, que custavam cerca de R$ 140 por passageiro. Os relatos de alguns passageiros indicam que problemas começaram a surgir logo no início do trajeto, incluindo cintos de segurança que não funcionavam.
O acidente ocorreu por volta das 4h30 da manhã na BR-040, na descida da Serra de Petrópolis, e as vítimas fatais variam em idade, desde uma menina de apenas 7 anos até um homem de 53 anos. As investigações já foram instauradas e, até o momento, os crimes tratados no inquérito incluem homicídio culposo e lesão corporal culposa. O desfecho desse caso ainda é aguardado com apreensão por familiares das vítimas e pela sociedade.
