Essa iniciativa acontece em meio a um período crítico de digitalização do sistema financeiro, onde o crescimento dos canais digitais e das transações instantâneas traz novos desafios. As instituições financeiras e seus reguladores estão aprimorando continuamente os mecanismos de segurança para enfrentar a crescente incidência de fraudes e lavagem de dinheiro.
Gerson Romantini, representante do Banco Central, destacou a importância da colaboração do regulador com a Abracam na criação do Selo de Conformidade em PLD/FTP em 2020, lembrando que a governança a respeito desse selo seria restringida às melhores práticas ditadas pelo Banco Central. O avanço da iniciativa, que agora inclui diversas associações, como a Associação Brasileira de Internet (Abranet) e a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), evidencia a relevância do selo para a autorregulação no setor.
A ampliação da certificação para diferentes segmentos não apenas reforça a segurança e conformidade, mas também exemplifica o impacto da autorregulação como um complemento essencial à supervisão estatal. Kelly Gallego Massaro, presidente da Abracam, observou que existem cinco séries de certificação que foram adaptadas ao longo do tempo, visando assegurar que as instituições compreendam a importância das boas práticas na sua operação.
A Abipag também anunciou uma nova parceria com a Fin, para a obtenção do Selo de Prevenção a Fraudes, um esforço conjunto para assegurar que as instituições cumpram rigorosos padrões de segurança e responsabilidade. Cássia Botelho, diretora-superintendente da Fin, enfatizou que essa abordagem deve ser eficaz, focando em eliminar lacunas no sistema financeiro.
Além do compromisso com a certificação, o evento destacou a importância da cidadania financeira. Raphael Casagrande, do Instituto Propague, mencionou iniciativas em andamento que buscam elevar a conscientização sobre cidadania financeira em diversas regiões do Brasil, além dos grandes centros urbanos. O Instituto promove mesas redondas e incentiva a participação da iniciativa privada no fortalecimento do bem-estar financeiro, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Essas ações representam passos significativos em direção a um ecossistema financeiro mais seguro e responsável, onde instituições fortalecem seus controles e práticas de prevenção, criando um ambiente mais confiável para os consumidores e o mercado como um todo.
