Essa discrepância entre crescimento empresarial e valorização das ações deve-se principalmente ao que analistas chamam de “valuation”, ou avaliação da empresa. O IPO do Nubank foi realizado a US$ 9 por ação, em um momento de otimismo exacerbado em relação a ações de crescimento, o que embutiu expectativas muito elevadas de crescimento, rentabilidade e custo de capital. Com a elevação das taxas de juros globalmente e a diminuição do apetite por ações de longo prazo, o preço de entrada tornou-se um ponto crítico. Essa situação resulta em um quadro paradoxal: enquanto o Nubank mostra forte desempenho no número de clientes e eficiência operacional, o valor de suas ações não desempenha um reflexo correspondente.
Recentemente, o BTG Pactual, um dos principais bancos de investimento do Brasil, revisitou suas estimativas e destacou que, em comparação com outras instituições, o Nubank ainda está em desvantagem no que se refere ao desempenho do mercado de ações. De 2021 até agora, outras empresas, como a Caixa Seguridade e o próprio BTG, tiveram aumentos significativos em seus preços de ações, enquanto o Nubank permanece abaixo da média.
Contudo, há motivos para otimismo. O Nubank agora negocia a uma múltipla de 11,5 vezes o lucro projetado para 2027, o que indica uma oportunidade de crescimento a longo prazo. O BTG mantém uma recomendação de compra com uma meta de valorização de 70% em relação ao preço atual das ações.
Além disso, o aniversário está marcado por conquistas significativas, como a inclusão de mais de 37 milhões de pessoas no sistema financeiro através de seus serviços e a aprovação para operar como banco nacional nos Estados Unidos. Esses fatores revelam que a fintech ainda está em sua jornada inicial, com muito espaço para crescer no mercado financeiro. David Vélez, CEO do Nubank, enfatizou que ainda há um longo caminho pela frente e que a empresa está apenas começando a explorar todo o seu potencial.
