A Petrobras recebe proposta da Mubadala Capital para parceria estratégica na área de refino tradicional e biorrefinaria na Bahia

A Petrobras anunciou que a Mubadala Capital, braço de private equity do fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, propôs formalizar discussões sobre uma potencial parceria estratégica para a área de refino tradicional e o desenvolvimento de uma biorrefinaria na Bahia. Essa nova unidade terá a capacidade de produzir diesel e querosene de aviação utilizando óleo vegetal.

Em 2019, a Petrobras vendeu a refinaria localizada na Bahia para os árabes em um acordo que superou a marca de US$1,7 bilhão. A unidade, anteriormente conhecida como Refinaria Landulpho Alves (Rlam), foi rebatizada como Mataripe e é a segunda maior refinaria do país, respondendo por cerca de 14% de toda a capacidade de refino do Brasil.

A intenção da Petrobras é adquirir uma participação acionária na unidade que lhe permita retomar a operação da refinaria, conforme antecipado por O GLOBO. Em comunicado, a estatal afirmou que o objetivo da futura parceria é fortalecer o ambiente de negócios no setor e aumentar o fornecimento de combustíveis de origem renovável no Brasil. A empresa também ressaltou que o modelo de negócio em análise levará em consideração investimentos futuros e desenvolvimento de novas tecnologias em conjunto com a Mubadala Capital.

Os árabes comandam a refinaria de Mataripe por meio da empresa denominada Acelen, que também é proprietária de ativos renováveis. A Petrobras declarou que avaliará a aquisição de participação acionária nesses ativos.

O CEO da Mubadala Capital no Brasil, Oscar Fahlgren, confirmou que a empresa está em discussões com a Petrobras sobre uma possível parceria estratégica com a Acelen Renováveis S.A. e a Refinaria de Mataripe. Fahlgren ressaltou que enxerga a parceria como uma oportunidade para ampliar a criação de valor em toda a cadeia de fornecimento da indústria de energia, tanto no Brasil quanto no exterior, e continuar a impulsionar a transformação positiva para as gerações futuras.

Com essa potencial parceria, a Petrobras busca fortalecer sua atuação no mercado de refino e ampliar sua presença no segmento de combustíveis renováveis, alinhando-se com a crescente demanda por fontes de energia mais limpas e sustentáveis. Essa movimentação reforça o compromisso da empresa em contribuir para a transição energética e para a redução de emissões de gases do efeito estufa.

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