Zema, que se posiciona como representante dos “brasileiros simples”, usou suas redes sociais para rebater. Ele afirmou que a sua forma de se expressar é distinta do que chamou de “português esnobe de Brasília”. Em uma mensagem direta, ele disse que o verdadeiro problema não é a compreensão de suas palavras, mas a falta de entendimento por parte da população sobre as ações dos ministros do STF. Zema criticou o que considera um autoritarismo dos magistrados ao se censurar as críticas dirigidas à sua atuação.
A controvérsia surge em um contexto mais amplo de confrontos entre políticos e o Judiciário. Gilmar Mendes mencionou que o ex-governador deve ser investigado por suas postagens nas redes sociais, indicando que ele estaria insinuando condutas ilícitas do decano do STF. O ministro pediu a inclusão de Zema na investigação do inquérito das fake news, que se baseia em um vídeo que apresenta fantoches representando Mendes e outro ministro, Dias Toffoli, em um cenário que critica suas ações.
Na documentação apresentada ao relator do inquérito, Alexandre de Moraes, Mendes afirmou que as declarações de Zema não apenas atacam a honra do Supremo, mas também a sua imagem pessoal. Esse embate entre Zema e Mendes não é apenas uma disputa de egos, mas reflete um clima de tensão entre os poderes Executivo e Judiciário no Brasil, onde as críticas à atuação dos ministros têm se intensificado nos últimos anos, alimentando um espírito de confronto na arena política. A resposta de Zema simboliza uma estratégia política em que ele se posiciona como a voz do cidadão comum frente a uma elite política e judicial considerada distante e inacessível.







