Zema destacou seu descontentamento com o que considera uma interferência excessiva do Supremo nas decisões legislativas. Ele comentou que, enquanto os parlamentares são responsáveis por votar, uma decisão unilateral de um ministro pode anular o trabalho realizado pelos representantes do povo. “Queremos também acabar com as decisões monocráticas. Os parlamentares aqui votam; uma canetada do Supremo, e está tudo desfeito”, disse, sublinhando sua visão crítica sobre a atuação do Judiciário.
A proposta de estabelecer uma idade mínima para os ministros do STF não é mera retórica. Zema traçou um paralelo entre o processo de escolha de um papado na Igreja Católica e a indicação de ministros, enfatizando que, em sua visão, a sabedoria e a experiência adquiridas ao longo dos anos são cruciais para a função. Ele afirmou: “Nunca vi um papa de 40 anos, 30… isso mostra que um envelhecimento saudável pode trazer melhores decisões”.
Indagado sobre uma possível aliança com outros pré-candidatos, como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, Zema reforçou sua intenção de seguir com sua própria candidatura, respeitando os demais nomes na corrida eleitoral. Ele afirmou que a concorrência é saudável e que cada um tem propostas únicas a oferecer. Com um histórico de sucesso nas administrações em Minas, Zema reiterou seu compromisso de levar sua pré-candidatura até o final, destacando a importância de apresentar as inovações que seu partido, o Novo, pode trazer ao país. “Nós, do Partido Novo, temos diversas propostas que são diferentes, e eu já comecei a percorrer o Brasil mostrando aquilo que foi feito em Minas Gerais”, concluiu.
