Zema propõe cortes no Bolsa Família e trabalho voluntário obrigatório para beneficiários sem emprego, além de alternativas à CLT em novo plano de governo.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, reiterou suas críticas ao programa Bolsa Família durante a apresentação de seu plano de governo em um evento realizado em São Paulo. Zema fez declarações polêmicas que visam alterar o atual formato de auxílio social, especialmente para os jovens adultos que se encontram na inatividade.

Zema propôs que beneficiários do Bolsa Família, especialmente aqueles do sexo masculino, com idades entre 20 e 30 anos, que não estão empregados ou realizando alguma atividade produtiva, devem aceitar propostas de trabalho. “Se eles não aceitarem, perderão o benefício”, afirmou o ex-governador, em um tom que visou chocar e chamar atenção para sua proposta. Segundo ele, muitos desse grupo estão ociosos, desfrutando de atividades de lazer em casa, enquanto deveriam estar inseridos no mercado de trabalho.

Além disso, Zema explicou que, na ausência de uma posição de emprego formal, esses beneficiários teriam que se envolver em atividades voluntárias em instituições públicas, como escolas e creches, mesmo que apenas em dias específicos da semana. Ele também enfatizou a importância de que esses indivíduos busquem formação profissional, alegando que a educação é uma ferramenta fundamental para a inclusão no mercado de trabalho.

Durante o evento, Zema foi questionado sobre uma potencial reforma na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele respondeu que seu intuito não é promover uma reforma trabalhista completa, mas sim apresentar um “complemento trabalhista”. Sua proposta sugere que haja mais flexibilidade nas relações de trabalho, permitindo que trabalhadores e empregadores optem entre o modelo tradicional da CLT ou contratos mais informais, compatíveis com a realidade de diferentes perfis.

“O objetivo é diversificar as opções, criar alternativas de trabalho que atendam à nova dinâmica do mercado. Precisamos de mais flexibilidade”, defendeu Zema. Essa visão, segundo ele, busca romper com a padronização das relações trabalhistas no Brasil, ampliando as possibilidades para que os cidadãos possam escolher a melhor forma de atuação profissional.

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