Zema propõe cortes no Bolsa Família e trabalho voluntário obrigatório para beneficiários sem emprego, além de alternativas à CLT em novo plano de governo.

Na última quinta-feira, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, voltou a criticar o programa Bolsa Família durante um evento em São Paulo, onde apresentou seu plano de governo para as eleições 2024. Ele não poupou palavras ao se referir aos beneficiários do programa, apelidando-os de “marmanjões” e propôs que aqueles que estiverem em condições saudáveis e em idade ativa sejam obrigados a aceitar ofertas de emprego. Segundo Zema, caso esses indivíduos se recusem, poderão ser cortados do auxílio.

Sua declaração aponta para uma visão de responsabilidade e reativação do mercado de trabalho, especialmente diante do que caracteriza como uma região crescente de assistencialismo. “Marmanjões de 20 a 30 anos que passam o dia jogando videogame e não buscam emprego precisam ser responsabilizados. Se receberem o Bolsa Família, não têm escolha: devem aceitar um trabalho”, afirmou Zema, assegurando que a iniciativa visa combater o conformismo e incentivar a proatividade.

O ex-governador também delineou uma alternativa para aqueles que não conseguirem arrumar emprego. Ele sugeriu que esses beneficiários participem de trabalhos voluntários em diversas áreas, como em prefeituras, escolas municipais ou atividades de limpeza urbana, com a exigência de que eles contribuam pelo menos um ou dois dias por semana. Além disso, Zema ressaltou a importância de que esses indivíduos estejam em busca de capacitação, devendo estar envolvidos em cursos de formação.

Em relação ao sistema de trabalho atual, Zema mostrou-se favorável à criação de alternativas à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele propôs uma flexibilidade no modelo atual, permitindo que empregador e empregado decidam a carga horária e a forma de contrato, sugerindo a possibilidade de jornadas mais curtas e específicas. “Por que não podemos implementar aqui no Brasil contratos de trabalho que permitam, por exemplo, trabalhar apenas em determinados dias e horários?”, questionou.

Zema concluiu que sua proposta não se trata de uma nova reforma trabalhista, mas sim de um “complemento trabalhista”, sem entrar em detalhes sobre o que isso realmente implica. O empresário enfatizou a necessidade de diversificação e opções no mercado de trabalho brasileiro, defendendo que todos merecem a oportunidade de escolher sua jornada de trabalho de acordo com suas realidades e aspirações.

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