Belo Horizonte – Em um cenário político em ebulição, o ex-governador Romeu Zema, pré-candidato à presidência pelo partido Novo, lançou um conjunto de diretrizes ambiciosas que prometem agitar a disputa eleitoral. Durante evento realizado em São Paulo, Zema adotou um discurso agressivo, focando suas críticas no Supremo Tribunal Federal (STF) e em programas sociais, como o Bolsa Família.
Zema não poupou esforços ao descrever sua visão para o país. Ele afirmou que uma das primeiras ações de seu governo seria a proposta de um novo modelo para o STF, sugerindo que os ministros cumpram mandatos de 15 anos e que uma idade mínima de 60 anos seja estabelecida para a nomeação. Além disso, Zema propôs a proibição de parentes de magistrados atuando na advocacia, mirando um combate à corrupção e à influência indevida.
Enquanto isso, seu principal concorrente no campo da direita, o senador Flávio Bolsonaro, tem optado por uma postura mais cautelosa. Flávio busca se distanciar das controvérsias que cercam seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e construir uma imagem positiva em meio a um eleitorado que se mostra crítico. É uma estratégia que contrasta com a abordagem mais ousada de Zema, que parece não estar preocupado em evitar confrontos.
A fala de Zema sobre programas como o Bolsa Família foi particularmente polêmica. Ele desafiou o status quo ao afirmar que pretende obrigar os beneficiários do programa a aceitarem propostas de emprego. O ex-governador não hesitou em criticar o que chamou de “marmanjões de 20 a 30 anos que preferem ficar deitados no sofá”. Essa proposta reflete uma visão que busca responsabilizar os cidadãos por sua situação, um plano que divide opiniões e promete aprofundar debates sobre inclusão e assistência social.
Além do foco em programas sociais, Zema se mostrou determinado a privatizar todas as estatais do país, incluindo gigantes como a Petrobras. O economista Carlos da Costa, que o assessora na área econômica, destacou que, sob o governo de Zema, o Estado não deve ser proprietário de empresas, a menos que questões de segurança nacional justifiquem essa participação.
A postura radical de Zema, tanto em relação ao STF como em suas propostas econômicas e sociais, sinaliza sua intenção de se destacar no atual cenário político, colocando-o em rota de colisão não apenas com a esquerda, mas também com figuras da direita que exercem um papel mais moderado. Com um horizonte de disputa acirrado, as próximas semanas prometem revelar se essa estratégia será eficaz na corrida pela presidência.






