Em seu discurso, Zema apontou que o Brasil não tem tratado adequadamente suas relações com países como os Estados Unidos, especialmente em um período de tensões comerciais. Ele expressou confiança de que sua candidatura avançará para o segundo turno das eleições, afirmando a necessidade de uma união entre candidatos de direita para enfrentar o PT, um partido que, segundo ele, perpetuou problemas que afligem o país.
A segurança pública foi um de seus pilares centrais, com Zema propondo reformulações na legislação penal e a construção de um “superpresídio” no norte do Brasil. Essa proposta visa centralizar a detenção de líderes de facções criminosas, ampliando também o número de prisões em diferentes regiões do país. Além disso, ele propôs a criação de delegacias especializadas para atender mulheres em situação de violência, reconhecendo a urgência em lidar com a questão.
Zema não poupou críticas ao STF, sugerindo que existiria uma “casta nova” de autoridades que se consideram acima da lei. Embora não tenha citados os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes diretamente, suas alfinetadas foram claras, principalmente ao mencionar um polêmico contrato associado ao escritório de advocacia da esposa de Moraes.
O candidato afirmou ser a voz das “pessoas de bem” que sustentam o país com seus impostos, denunciando um sistema que, segundo ele, frequentemente protege os infratores em detrimento da população honesta. Em sua visão, uma futura administração seria baseada em transparência e pela escolha de uma equipe com “ficha limpa”.
O ato inaugural de sua campanha começou com uma missa na Igreja Matriz e incluiu uma caminhada até o Mercado Municipal, refletindo um envolvimento direto com a comunidade local. A escolha de Montes Claros, apesar de ser uma região onde o ex-presidente Lula teve forte apoio anteriormente, demonstra a estratégia de Zema em diversificar seu eleitorado. A presença de figuras políticas locais, como o governador Mateus Simões e o senador Eduardo Girão, foi notada, mas ambos não participaram das atividades do dia, levantando questões sobre o apoio institucional ao candidato.
Com essa abertura de campanha, Zema busca não apenas estabelecer uma base sólida em Minas Gerais, mas também ganhar visibilidade nacional, explorando uma agenda focada em segurança e críticas à administração atual, preparando o terreno para um embate decisivo nas urnas.




