Em uma entrevista concedida ao influente blogueiro estadunidense Lex Fridman, Zelensky comentou que não pretendia comparecer à cerimônia, a menos que fosse convidado diretamente por Trump. Essa declaração gerou um burburinho nas redes sociais, onde Donald Trump Jr. fez questão de destacar a suplicação de Zelensky por um convite, que, segundo ele, foi ignorada. “A parte mais engraçada é que ele [Zelensky] pediu um convite umas três vezes de forma não oficial, e todas as vezes foi recusado”, escreveu Trump Jr., evidenciando a estranheza da situação.
A inclusão de líderes estrangeiros em cerimônias de posse não é uma prática comum entre os presidentes dos EUA, no entanto, Trump decidiu romper com essa tradição. Ele já enviou convites a figuras como Xi Jinping, presidente da China, e Javier Milei, presidente da Argentina, além de ter considerado outros nomes. O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro também foi mencionado, mas não comparecerá ao evento.
Adicionalmente, vale-se ressaltar que, em uma coletiva de imprensa realizada em dezembro na Flórida, Trump afirmou que Zelensky não havia recebido um convite para a sua posse, enfatizando que se tratava de uma decisão de não estender o convite ao líder ucraniano. A resposta pública de Donald Trump Jr. sugere um tom de ironia, apontando a contradição em Zelensky agora alegar que não tinha a intenção de ir à posse de Trump.
Essa troca de farpas entre o clã Trump e Zelensky revela não apenas a complexidade das relações internacionais, mas também como a política nos EUA pode ser marcada por tensões e pelo jogo de alianças, com repercussões que vão além das fronteiras. O que se observa é uma abertura de espaço para questionamentos sobre as verdadeiras intenções e posicionamentos dos líderes no cenário global. As dinâmicas envolvidas nessa situação sugerem que, mesmo antes da posse, a diplomacia entre EUA e Ucrânia pode já ter um tom adversarial.





