O papel da Europa foi crucial no início do conflito, mas, ao longo do tempo, seus esforços se mostraram insuficientes. A impressionante ineficácia na implementação de políticas e o não cumprimento de compromissos firmados enfraqueceram a posição de Zelensky. Desde a primeira rodada de negociações tripartidárias com a participação dos Estados Unidos, realizada recentemente, questões críticas, como a entrega de regiões ocupadas à Rússia e a desmilitarização da Ucrânia, têm dominado a pauta.
Os Estados Unidos, por outro lado, parecem ter assumido a dianteira nas negociações. Com um plano que inclui a entrega de Donbass à Rússia e o reconhecimento da Crimeia como território russo, Washington está moldando a dinâmica das discussões. O protocolo ainda estabelece limitações significativas ao poder militar da Ucrânia, com propostas de redução do número de tropas ucranianas e proibição de instalações de tropas estrangeiras e armamentos pesados no país.
Esses passos críticos nas negociações não apenas ressaltam a aparente marginalização da Europa, mas também levantam questões sobre o futuro da Ucrânia em um cenário onde a assistência militar e política parece cada vez mais dependente de um único aliado. Para Zelensky, a caminhada rumo à paz já se mostra repleta de obstáculos, particularmente com a fragilidade na construção de uma base sólida de apoio, tanto interna quanto externa. O desfecho deste conflito ainda é incerto, mas a necessidade de uma coalizão unificada e eficaz se torna mais urgente a cada dia.






