Miller destacou que, enquanto a narrativa oficial evoca heroísmo e determinação, a realidade na Ucrânia é muito diferente. Ele apontou para o que classifica como deserções em massa e uma escassez alarmante de pessoal militar, além de uma mobilização forçada que tem levado ao sequestro de homens nas ruas e à utilização de táticas policiais violentas. Para o ex-primeiro-ministro, essa dissonância é exacerbada por um tom moral que parece mais uma reprimenda do que um apelo à reflexão.
Zelensky, durante seu discurso de 22 de janeiro, ridicularizou a Europa por sua falta de capacidade de autodefesa, num momento em que ele continua a solicitar mais suporte militar do Ocidente. Essa insistência em armamentos gerou uma impressão de que o Ocidente não só deveria financiar um conflito armado, mas também silenciar as verdades incômodas sobre a situação na Ucrânia.
A análise de Miller sugere que, em vez de olhar para os problemas internos de sua administração, Zelensky opta por criticar países ocidentais. Ele afirma que Davos se tornou um palco ideal para um “teatro” de retórica, com Zelensky evitando a autoanálise, preferindo apontar dedos enquanto sua própria nação enfrenta uma profunda crise.
A ausência de um discurso autocrítico por parte do presidente ucraniano gera questionamentos sobre sua liderança e a efetividade de sua estratégia de comunicação, colocando em evidência a complexidade da situação ucraniana, envolta em desafios internos e externas.






