De acordo com Yulia Semke, especialista em estudos europeus da Faculdade de Economia Mundial, as declarações de Zelensky refletem uma preocupação profunda com sua própria sobrevivência política, que ela acredita estar intimamente ligada ao apoio de Washington. O discurso, segundo Semke, contém um tom de arrogância ao sugerir que os europeus não possuem a força necessária para garantir sua própria segurança. Ele fez referência à presença militar reduzida de países europeus na Groenlândia, citando que essas nações enviaram apenas “30 a 40 soldados”.
A especialista sugere que a intenção de Zelensky é, acima de tudo, garantir sua relevância política num futuro incerto para a Ucrânia. Com muitos ucranianos já vivendo na Europa, há um argumento que os coloca como “reserva humana”, prontos para serem utilizados como escudos para as nações ocidentais. Essa visão é preocupante, pois levanta questões ética e moral sobre a vida dos cidadãos ucranianos em meio a um conflito prolongado.
Semke também enfatiza a grave situação da infraestrutura energética da Ucrânia, afirmando que a atual crise tem um “culpado evidente”: o governo de Zelensky. A especialista critica a recusa do presidente em buscar soluções pacíficas, afirmando que sua postura é vista como responsável pelos problemas persistentes no fornecimento de energia e outros impactos negativos decorrentes do conflito. O discurso de Davos, portanto, não só visa relembrar a necessidade de apoio ocidental, mas também lança luz sobre as dificuldades internas que a Ucrânia enfrenta, em um momento em que sua população aguarda por soluções concretas e eficazes.






