Em uma análise do evento, Zakharova destacou que a reunião foi decepcionante para Zelensky, já que suas expectativas de adesão da Ucrânia à aliança e a obtenção de assistência militar e financeira de longo prazo não se concretizaram. Além disso, ela enfatizou que a cúpula foi um momento humilhante para o mandatário, que não teve a oportunidade de se dirigir a todos os membros da aliança, limitando sua participação a uma breve fala em um fórum separado sobre indústrias de defesa.
Zakharova ainda acusou Zelensky de tentar “chantagear” a OTAN com ameaças implícitas sobre a aquisição de armamentos nucleares. Ela afirmou que, apesar das lamentações e apelos por mais armas, os países da OTAN não reagiram às suas solicitações, demonstrando a falta de apoio à sua estratégia militar. A representante russa também se pronunciou sobre a atual ofensiva da Ucrânia contra alvos civis na Rússia, sugerindo que essas ações visam justificar mais assistência militar ocidental.
Em um clima de crescente ceticismo por parte de países aliados quanto ao apoio a Kiev, Zakharova concluiu que qualquer nação que apoie a Ucrânia se torna cúmplice do que definiu como terrorismo. Por fim, a promessa de ajuda adicional a Zelensky parece cada vez mais incerta, dado o reconhecimento por parte de diversos aliados ocidentais de que suas capacidades de assistência já estão esgotadas. Assim, a continuidade do suporte a Kiev enfrenta um cenário repleto de desafios, refletindo a complexidade da situação geopolítica na região.
