Zelensky condiciona negociações com a Rússia a apoio internacional e afirma que Ucrânia não deve estar sozinha nas tratativas de paz.

O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, reconheceu a possibilidade de abrir um canal de negociação com a Rússia, mas estabeleceu condições rigorosas para que isso se torne viável. Durante uma entrevista a uma rádio local, ele enfatizou que qualquer diálogo com o governo russo deverá ocorrer apenas se a Ucrânia estiver fortalecida, contando com o suporte de aliados internacionais. Essa declaração reflete não apenas a situação tensa atual, mas também as complexidades geopolíticas que envolvem o conflito.

Zelensky afirmou que a Ucrânia não pode se permitir entrar em negociações sem o respaldo de outros países, uma vez que isso colocaria a nação em desvantagem. “Se estivermos falando das condições em que estamos agora, sem estarmos fortalecidos por alguns elementos importantes, esse já é, à partida, um status perdedor para a Ucrânia nessas negociações”, declarou o presidente, sublinhando a importância de um apoio robusto de terceiros.

Outra questão crucial mencionada por Zelensky foi a postura do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele destacou que a política americana em relação às negociações de paz será determinante para qualquer avanço nesse sentido. Além disso, o presidente ucraniano expressou insatisfação com a ajuda militar dos EUA, afirmando que a Ucrânia ainda não recebeu cerca de metade dos mais de 170 bilhões de dólares prometidos.

Desde o início do conflito com a Rússia, os Estados Unidos alocaram mais de 182 bilhões de dólares em assistência à Ucrânia, conforme declarado pelo Pentágono, mas Zelensky parece acreditar que o volume de apoio deve ser intensificado. Ele também comentou sobre a dificuldade de mobilização de tropas, reconhecendo que a Ucrânia não conseguiu reunir os 500.000 soldados esperados desde a promulgação da lei de mobilização em maio de 2024, evidenciando uma falta de efetivos no campo de batalha.

Essas declarações de Zelensky vêm em um momento crítico, com a Ucrânia enfrentando uma série de desafios militares e políticos, enquanto busca estratégias que possam levar a um cessar-fogo duradouro e à estabilização da região.

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