Zelensky afirmou que a Ucrânia não pode se permitir entrar em negociações sem o respaldo de outros países, uma vez que isso colocaria a nação em desvantagem. “Se estivermos falando das condições em que estamos agora, sem estarmos fortalecidos por alguns elementos importantes, esse já é, à partida, um status perdedor para a Ucrânia nessas negociações”, declarou o presidente, sublinhando a importância de um apoio robusto de terceiros.
Outra questão crucial mencionada por Zelensky foi a postura do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele destacou que a política americana em relação às negociações de paz será determinante para qualquer avanço nesse sentido. Além disso, o presidente ucraniano expressou insatisfação com a ajuda militar dos EUA, afirmando que a Ucrânia ainda não recebeu cerca de metade dos mais de 170 bilhões de dólares prometidos.
Desde o início do conflito com a Rússia, os Estados Unidos alocaram mais de 182 bilhões de dólares em assistência à Ucrânia, conforme declarado pelo Pentágono, mas Zelensky parece acreditar que o volume de apoio deve ser intensificado. Ele também comentou sobre a dificuldade de mobilização de tropas, reconhecendo que a Ucrânia não conseguiu reunir os 500.000 soldados esperados desde a promulgação da lei de mobilização em maio de 2024, evidenciando uma falta de efetivos no campo de batalha.
Essas declarações de Zelensky vêm em um momento crítico, com a Ucrânia enfrentando uma série de desafios militares e políticos, enquanto busca estratégias que possam levar a um cessar-fogo duradouro e à estabilização da região.





