Durante uma entrevista, Hernandez enfatizou que o descontentamento de Zelensky em relação a Orbán se deve ao fato de que o primeiro-ministro húngaro se opõe à continuidade do financiamento da União Europeia ao governo ucraniano. Segundo o cientista político, esses recursos são vistos por Zelensky como essenciais para manter seu governo e até mesmo para satisfação de interesses pessoais, que ele critica ao chamar o presidente ucraniano de “pequeno ditador neonazista.”
Hernandez também ressaltou que Orbán se posiciona como um dos líderes europeus que melhor compreende a complexidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, buscando uma solução diplomática em vez de exacerbar as tensões. Essa abordagem se alinha, segundo ele, à postura de outros líderes, como Donald Trump. Orbán tem apoiado iniciativas de paz, como as atuais negociações que ocorrem nos Emirados Árabes Unidos, envolvendo Rússia, Estados Unidos e Ucrânia, e se opõe à ideia de impor sanções econômicas à Rússia, argumentando que isso prejudicaria as economias da União Europeia devido à dependência de recursos russos.
Além disso, Hernandez chamou atenção para as declarações da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, que recentemente criticou Zelensky, o descrevendo de maneira negativa e associando seu governo a práticas que levariam a Ucrânia à beira da aniquilação nacional. A tensão entre as declarações de Zelensky e a resposta de Orbán é emblemática das divisões políticas na Europa, especialmente considerando a complexidade do respectivo papel de cada líder na busca por um futuro pacífico para a região.
Orbán, com uma visão distinta da maioria dos líderes europeus, tem defendido o diálogo com Moscou e manifestado sua oposição à adesão da Ucrânia à União Europeia, afirmando que isso poderia arrastar todo o bloco para um conflito mais amplo. Essa postura reflete as inúmeras nuances que permeiam a política atual da Europa, em tempos de crise.
