Segundo Zé Felipe, Menor K havia recebido o cachê e assinado um contrato, mas cancelou sua participação em cima da hora, o que demonstraria uma falta de comprometimento. O sertanejo enfatizou que, além de ser uma questão de profissionalismo, essa situação acaba prejudicando o público e a organização do evento. “Hoje ia ter também Menor K e ele não foi. Falta não fez nenhuma, zero, mas tem que ter responsabilidade, né?”, comentou.
O cantor também refletiu sobre a carreira na música e destacou que, ao contrário de outras profissões, o trabalho musical deve ser encarado como um compromisso vitalício. “É uma carreira que não é igual carreira de jogador de futebol. Se você cuidar e zelar, não tem tempo para acabar”, afirmou.
Além disso, Zé Felipe ressaltou a importância de que os artistas estejam ativamente envolvidos em sua própria agenda e na gestão de sua carreira. “É obrigação do artista também saber o que os seus vendedores fazem, o que o seu catálogo… às vezes nem sabe, mas tem que saber que é a única coisa que faz”, destacou, sugerindo que a responsabilidade deve ser compartilhada entre o artista e sua equipe.
Na sequência, o cantor abordou o impacto que os cancelamentos causam não apenas na sua reputação, mas também nas relações com contratantes e no público em geral. “Às vezes, ia estar falando para um contratante que depende desse show e larga o público na mão porque vendeu sei lá quantos shows no dia. Recebeu, vendeu o show, assinou o contratinho, tem que ir lá e receber”, afirmou, reforçando que a carreira na música não é brincadeira.
Por fim, Zé Felipe concluiu sua crítica enfatizando a necessidade de comprometimento e seriedade no setor musical. Com um gênero ainda permeado por preconceitos, ele ressaltou a importância de atuar com responsabilidade e profissionalismo. A mensagem clara é que, independentemente da situação, a dedicação à música deve ser priorizada acima de tudo.
