Zagueiro Marquinhos destaca desafios do calor e desgaste na Copa do Mundo de 2026 e a importância da preparação mental e física das seleções.

Em um contexto cada vez mais desafiador, o capitão da seleção brasileira e zagueiro do Paris Saint-Germain, Marquinhos, destacou a importância de fatores extracampo que podem influenciar o desempenho das seleções na Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Segundo ele, dois aspectos se sobressaem em meio a esse cenário: o calor intenso e o desgaste físico, especialmente considerando que o torneio ocorrerá durante o fim da temporada.

O atleta, que já enfrentou essas adversidades no passado, lembrando de sua participação na Copa do Mundo de Clubes em 2022, onde o PSG terminou como vice-campeão, reafirma que o calor e a fadiga foram determinantes na competitividade da final. “Jogar em condições adversas, como o calor extremo de uma tarde, trouxe desafios que impactaram diretamente os resultados. Aprendi muito com isso e, agora, precisamos estar preparados para lidar com essas questões no próximo Mundial”, comentou em uma recente coletiva de imprensa.

A preocupação com as altas temperaturas não é infundada. Entidades especializadas em clima já alertaram sobre o risco de condições perigosas tanto para jogadores quanto para torcedores durante os jogos. Um estudo recente indicou que cerca de 25% das 104 partidas do torneio podem ocorrer sob condições climáticas superiores aos limites recomendados pela FIFPRO, o que é alarmante, considerando que esse índice é quase o dobro do que foi registrado na Copa de 1994, também realizada nos EUA.

Marquinhos enfatizou a importância de uma abordagem tática eficaz neste ambiente desafiador. “O time que abre o placar rapidamente sempre ganha vantagem. Correr atrás do resultado em um clima quente é muito desgastante”, explicou. Ele citou sua experiência nas semifinais de torneios, onde equipes que começaram com uma vantagem no placar acabaram se destacando.

Além disso, ao ser questionado sobre as diferenças da seleção atual em relação a edições anteriores do torneio, o zagueiro optou por não fazer comparações diretas. Para ele, o sucesso não resulta de uma “receita mágica”, mas sim do trabalho em conjunto e da preparação meticulosa. “Cada ciclo traz experiências diferentes. A presença de jogadores que já enfrentaram dificuldades em campanhas passadas pode servir de motivação e aprendizado para aqueles que estão vivendo uma Copa pela primeira vez.”

Assim, Marquinhos se mostra confiante, não apenas por sua experiência, mas pela disposição de todo o grupo em superar os desafios que a Copa do Mundo de 2026 poderá apresentar. A preparação da equipe e o foco contínuo em cuidados com a saúde e desempenho serão cruciais para garantir que o Brasil esteja pronto para competir no mais alto nível.

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