Durante a reunião, realizada no dia 15 de novembro de 2024, os líderes também discutiram assuntos críticos como o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e a necessidade de manter o controle humano sobre decisões relacionadas ao uso de armas nucleares. Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, comentou sobre o avanço desses temas, destacando que o acordo entre Biden e Xi representa um passo significativo na interação sobre segurança e a interseção entre IA e doutrina nuclear.
Além de Taiwan, Xi mencionou outros três aspectos que considera fundamentais: a democracia, os direitos humanos e o sistema de desenvolvimento da China. Estes tópicos, segundo o presidente chinês, constituem barreiras essenciais nas relações sino-americanas e não devem ser desafiados. A clareza com que Xi expôs esses pontos reflete a crescente sensibilidade de Pequim em relação a possíveis intervenções externas em seus assuntos internos.
As conversas também tocaram em um assunto delicado — as alegações de espionagem cibernética envolvendo a China e os Estados Unidos. Biden e Xi abordaram as preocupações de Washington sobre a suposta campanha de hackers contra o sistema de telecomunicações americano, embora Sullivan tenha optado por não discutir os detalhes publicamente.
Durante o encontro, Xi reafirmou a disposição da China em colaborar com o novo governo dos Estados Unidos, reiterando seu compromisso em estabelecer uma relação saudável e sustentável entre as duas nações. Esse diálogo, embora repleto de desavenças, busca um equilíbrio no qual ambos os países possam coexistir em um cenário global cada vez mais complexo e desafiador. A presença dos dois líderes nesse tipo de reunião ressalta a importância dos diálogos bilaterais em tempos de crescente rivalidade geopolítica.
