XADREZ POLÍTICO – Primeira-dama de Maceió avalia candidatura ao Senado e pode redesenhar disputa em Alagoas – com Jornal Rede Repórter

A possibilidade de a primeira-dama de Maceió, Marina Cândia, disputar uma vaga no Senado em 2026 passou a movimentar os bastidores da política alagoana. Sem histórico eleitoral, ela aparece como um nome em ascensão e pode alterar o cenário que, até agora, vinha sendo dominado por figuras tradicionais como o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (PP).

Aos 35 anos, Marina tem ampliado sua presença pública ao lado do prefeito JHC (PL) e registra alto engajamento nas redes sociais, onde soma mais de 430 mil seguidores. Recentemente, inclusive, alterou o nome de usuário para “Marina JHC”, gesto interpretado como sinal de reposicionamento político.

Inicialmente, a expectativa nos bastidores era de que ela disputasse uma vaga na Câmara dos Deputados, repetindo o caminho trilhado anteriormente por JHC. No entanto, seu nome passou a ser testado em pesquisas internas para o Senado, nas quais aparece competitiva frente a nomes tradicionais da política local.

Caso confirme a candidatura e seja eleita, Marina manteria uma vaga da família no Senado. Atualmente, o cargo é ocupado por Eudócia Caldas (PL), mãe de JHC, que assumiu o mandato após a renúncia do então senador Rodrigo Cunha, hoje vice-prefeito de Maceió. Eudócia, porém, não deve disputar a reeleição.

Em entrevista à imprensa, Marina confirmou que avalia a possibilidade de concorrer. Segundo ela, a decisão depende de diálogo com o marido e com o grupo político ao qual pertence. A primeira-dama reconhece que parte de sua visibilidade está associada à trajetória de JHC, mas afirma que também construiu reconhecimento próprio por meio de projetos voltados às áreas social, esportiva e de empreendedorismo feminino.

O movimento ocorre em meio a rearranjos no tabuleiro político estadual. Inicialmente cotado para disputar o governo ou o Senado em 2026, JHC teria optado por permanecer na prefeitura após articulações políticas em Brasília, incluindo a indicação de sua tia, Marluce Caldas, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O acordo, nunca confirmado oficialmente, teria como efeito manter o atual equilíbrio entre grupos políticos no estado.

Apesar do silêncio público, aliados avaliam que JHC ainda pode rever seus planos, inclusive disputando o governo estadual, dependendo do cenário eleitoral. Filiado ao PL, o prefeito tem mantido distância de manifestações nacionais do partido e é citado como possível retorno ao PSB, legenda com a qual mantém proximidade por meio do prefeito do Recife, João Campos.

Natural de Cuiabá (MT), Marina Cândia é formada em Direito e Administração e passou a residir em Maceió em 2020, após a eleição de JHC. O casal tem dois filhos. Em 2025, ela recebeu o título de cidadã alagoana concedido pela Assembleia Legislativa.

Questionada sobre posicionamento ideológico, Marina afirma não se identificar com rótulos tradicionais. “Acredito que a política precisa de pessoas comprometidas em transformar vidas”, afirmou.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo