Durante a sessão, Witzel expressou sua preocupação com a forma como as eleições poderiam ser conduzidas, destacando a importância da transparência no processo legislativo. Ele argumentou que, se for escolhida a modalidade de eleição indireta, o voto dos deputados estaduais deveria ser secreto. Segundo Witzel, essa medida seria crucial para garantir a integridade do processo eleitoral e evitar pressões indevidas que possam influenciar as decisões dos parlamentares.
Embora tenha tentado se ingressar na ação como parte interessada, representando seu partido, o antigo PMB, o pedido de Witzel foi rejeitado pelo tribunal. Mesmo assim, ele permaneceu no STF para acompanhar a discussão sobre o futuro político do estado, demonstrando seu interesse e preocupação com o processo.
O julgamento encontrou-se em um impasse, com o ministro Cristiano Zanin votando a favor das eleições diretas para um mandato-tampão, enquanto o relator Luiz Fux defendeu as eleições indiretas, citando a proximidade com o calendário eleitoral como uma razão para sua escolha. Zanin, por sua vez, qualificou a renúncia de Castro como uma “burla”, sugerindo que há interesses ocultos por trás da mudança repentina na liderança do estado.
Witzel não hesitou em fazer uma comparação entre a atual situação política e seu próprio processo de impeachment, afirmando que ambos foram contaminados por pressões políticas. Ele enfatizou que a Assembleia Legislativa do Rio passa por um momento delicado e que seria necessário cautela em um eventual eleição indireta, em especial se o voto permanecer aberto.
O ex-governador também salientou que seu partido é a favor de eleições diretas, mas reforçou a importância de implementar mecanismos que propiciassem transparência caso se optasse pela eleição indireta. Para ele, a saída de Castro do cargo parece ter sido uma manobra para evitar que as eleições diretas ocorram, mantendo assim o controle do governo em um círculo restrito.
Witzel finalizou sua declaração destacando que as condições atuais exigem uma análise cuidadosa e criteriosa sobre como se conduzirá a próxima eleição no estado do Rio de Janeiro, ressaltando a necessidade de evitar repetir os erros do passado.






