Witkoff Classifica Contraproposta do Hamas como “Inaceitável” e Ameaça Progresso nas Negociações por Cessar-Fogo na Faixa de Gaza

Título: Tensão aumenta entre EUA e Hamas após rejeição de proposta de cessar-fogo

O enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, manifestou sua insatisfação diante da contraproposta apresentada pelo Hamas, que, segundo ele, é "completamente inaceitável" e marca um retrocesso nas tentativas de resolução do conflito na Faixa de Gaza. Witkoff, em comunicado nas redes sociais, deixou claro que espera que o Hamas aceite a proposta dos EUA como a base necessária para o início de negociações, que estão programadas para ocorrer na próxima semana.

A proposta americana visa estabelecer um cessar-fogo temporário de 60 dias, durante o qual as questões relativas à liberação de reféns e a possibilidade de um cessar-fogo permanente seriam discutidas. Witkoff enfatiza que essa é uma oportunidade única para criar um ambiente propício a um entendimento mais duradouro entre as partes envolvidas. Ele discursou sobre a importância de um acordo que permita a liberação de reféns, destacando que "metade dos reféns vivos e a recuperação dos falecidos devem ser prioridades".

Em resposta, o Hamas rebateu as alegações de Witkoff, descrevendo sua contraproposta como uma abordagem aceitável para negociações. O movimento palestino, que controla a Faixa de Gaza, já havia delineado um cronograma claro para a libertação gradual de reféns, sugerindo a entrega de quatro reféns no primeiro dia, seguida de mais dois no trigésimo dia e outros quatro até o sexagésimo dia de cessar-fogo. Além disso, o Hamas pediu que os corpos de reféns falecidos fossem devolvidos em três etapas durante esse período.

A proposta do Hamas também clama por garantias do presidente dos EUA, Donald Trump, que assegurem a adesão de Israel ao cessar-fogo. A partir do primeiro dia, o movimento palestino espera que se inicie um diálogo mediado para um cessar-fogo permanente e um plano para a retirada total da ocupação israelense da região.

Além disso, a contraproposta inclui demandas que visam a reconstrução da infraestrutura em Gaza, permitindo que os habitantes desfrutem de liberdade de movimento pela passagem de Rafah e restabeleçam atividades essenciais, como serviços de saúde e educação, imediatamente após a aprovação do acordo.

Enquanto as tensões se intensificam, o cenário na Faixa de Gaza continua incerto, com a comunidade internacional observando de perto o desenrolar dos eventos e a possibilidade de um retorno às negociações, que, esperam muitos, pode oferecer um vislumbre de paz em uma região marcada por conflitos há décadas.

Sair da versão mobile