No seu primeiro dia de negociação, sob o código “WSE”, as ações da Wise encerraram com uma valorização de 6,21%, alcançando o preço de US$ 15,40. Em contraste, competidores como PayPal e Global Payments tiveram resultados negativos, com quedas de 0,66% e 0,61% respectivamente. Essa ascensão no índice de ações levanta um importante debate sobre as altas taxas de tarifas ocultas que consumidores e empresas enfrentam, especialmente nos Estados Unidos, onde as perdas anuais são estimadas em US$ 43 bilhões, totalizando US$ 250 bilhões globalmente.
O CEO e cofundador da Wise, Kristo Käärmann, destacou que, embora já atendam milhões de consumidores e empresas americanas, existe ainda um enorme potencial inexplorado. Acredita-se que dezenas de milhões de pessoas e negócios precisam de soluções mais acessíveis e transparentes para suas necessidades financeiras. A Wise surge, portanto, como uma alternativa viável nesse cenário, buscando transformar a experiência de movimentar e gerenciar dinheiro em algo tão simples quanto enviar um e-mail.
Na tentativa de solidificar sua presença no mercado, a Wise também lançou o programa de fidelidade chamado OwnWise. Essa iniciativa visa criar uma conexão mais forte entre clientes e acionistas, onde o sucesso do serviço está intrinsecamente ligado ao investimento e à confiança dos usuários nos produtos que utilizam.
Em termos financeiros, a Wise reportou uma receita líquida de US$ 2,5 bilhões, o que representa um aumento de 19% em relação ao ano anterior. O montante mantido por clientes na plataforma atingiu US$ 39 bilhões, refletindo um crescimento de 40%. As transferências internacionais foram responsáveis por gerar US$ 1,3 bilhão em receita. Em comparação com provedores tradicionais, que cobram taxas que variam entre 3% a 5%, a taxa média da Wise para transferências é de apenas 0,52%. Além disso, a fintech proporcionou uma economia superior a US$ 3,3 bilhões em taxas não cobradas aos seus clientes, solidificando seu compromisso com a transparência e a eficiência. Atualmente, a Wise atende quase 19 milhões de clientes, incluindo instituições financeiras renomadas como Morgan Stanley e Standard Chartered.





