A relação entre Messias e Lima e Silva é robusta, com laços que remontam a 2016, quando Messias, então secretário de Assuntos Jurídicos da presidência de Dilma Rousseff, acompanhou Lima e Silva em uma breve passagem pelo ministério da Justiça, que durou apenas 11 dias. Essa proximidade histórica pode facilitar o alinhamento de agendas entre as duas figuras, crucial em um período político em que articulações internas no governo são essenciais.
Lima e Silva não é um rosto novo na política, tendo ocupado posições de destaque anteriormente, incluindo a advocacia-geral da Petrobras. A escolha por sua experiência e conexão com o governo é um sinal de continuidade e confiança em sua liderança, especialmente em um cenário em que a pasta da Justiça enfrenta desafios significativos relacionados à segurança pública, direitos humanos e reforma judiciária.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, que inicialmente não demonstrou apoio imediato à candidatura de Lima e Silva, acabou por se aliar à ideia na fase posterior do processo de escolha, refletindo as dinâmicas políticas que permeiam o governo. Costa e Lima e Silva já haviam trabalhado juntos anteriormente, quando o novo ministro atuou como procurador-geral da Bahia durante a administração de Rui no estado. Essa relação pré-existente pode ter contribuído para a aceitação da escolha na esfera política.
Essa nova nomeação, portanto, não se trata apenas da ascensão de uma figura individual à medida que se destaca em uma nova posição, mas sim de uma mudança estratégica em um contexto mais amplo, onde alianças e experiências se entrelaçam, moldando o futuro da gestão da Justiça no Brasil. A expectativa agora se volta para os passos que Lima e Silva dará em sua nova função e como ele buscará enfrentar os desafios que a pasta apresenta.







