Voz do Sul Global Cresce em Importância no G20, Afirma Representante Russo em Encontro Pré-Cúpula em Miami

A Ascensão do Sul Global no G20: Implicações e Desafios

Na contagem regressiva para a próxima cúpula do G20, marcada para dezembro de 2026 em Miami, o representante da Rússia, Denis Agafonov, trouxe à tona discussões sobre a crescente relevância do Sul Global dentro desse fórum internacional. Em suas observações, ele destacou como a dinâmica econômica mundial está em transformação, com os centros de crescimento se deslocando para regiões que historicamente tiveram menos voz em decisões globais.

Agafonov enfatizou que a crescente influência dos países do Sul Global não é apenas uma questão de perspectiva, mas também um reflexo do papel significativo que essas nações estão começando a ocupar na economia mundial. Ele afirmou que, apesar de não haver diretrizes comuns para regular essa evolução, a mudança geopolítica é evidente ao observar que os países em desenvolvimento estão emergindo como motores de crescimento econômico.

No contexto dessa transição, Agafonov criticou a exclusão da África do Sul das reuniões do G20, decisão que se seguiu à presidência norte-americana do grupo. Os EUA optaram por não enviar uma delegação de alto nível para a cúpula que ocorrerá em Joanesburgo em novembro de 2025, e a África do Sul, por sua vez, decidiu que não passaria o bastão para um representante da Embaixada dos EUA, após declarações do ex-presidente Donald Trump que afirmavam que o país não seria convidado para a cúpula em Miami.

A posição da Rússia é clara: a exclusão da África do Sul é inaceitável. Agafonov expressou esperança de que a nação africana, que faz parte do grupo BRICS e é considerada um “país amigo” por Moscou, retome suas atividades no G20. Além disso, ele alertou que a inclusão de países como a Polônia poderia alterar o equilíbrio de poder dentro do grupo, uma vez que a Europa já está “super-representada”.

Enquanto as conversas avançam, a Rússia não reportou obstáculos significativos para sua participação no G20, e Agafonov revelou que a composição da delegação russa será definida conforme a cúpula se aproximar. Ele também comentou sobre o foco da agenda, que sob a presidência dos EUA, deverá priorizar questões econômicas, um aspecto que a Rússia considera positivo.

Com os desafios impostos por sanções e restrições que afetam o comércio global, a Rússia pretende levantar essas questões no G20. Isso reforça a importância do diálogo e a necessidade de repensar a arquitetura econômica global em um mundo em rápida transformação, onde a influência do Sul Global se torna cada vez mais predominante.

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