A postagem da Vogue apresentava diversas imagens de modelos, entre elas a atriz Tracee Ellis Ross, que ficou conhecida não apenas por seu trabalho na televisão, mas também como filha da icônica Diana Ross. A insatisfação surgiu rapidamente, uma vez que o cabelo de Tracee não se assemelha a um “cloud bob”, mas sim a um cabelo afro, que representa uma parte fundamental da cultura e da história afro-americana.
Reações nas redes sociais foram imediatas e engajadas, com vários usuários denunciando a tentativa da Vogue de renomear um estilo reconhecido e carregado de significados, transformando-o em algo mais palatável para um público maior. Os críticos apontaram que essa mudança torna o afro mais comercial, ao mesmo tempo em que desvirtua sua verdadeira essência e significado.
O cabeleireiro Tom Smith, creditado pela ideia do “cloud bob”, também se manifestou desapontado, afirmando que não tinha conhecimento da publicação até o momento das críticas e que sua equipe rapidamente contatou a revista para solicitar a remoção da parte referida ao novo corte.
As reações negativas ressaltam a pressão constante sobre as corporações e publicações de moda para compreender a profunda conexão entre penteados e identidades culturais, especialmente em um contexto onde a apropriação cultural é um tema recorrente e polêmico. Internautas levantaram questões pertinentes, como se a Vogue estaria “colonizando” a estética afro, enfatizando que essa tendência não é apenas uma simples questão de estilo, mas um legado histórico associado à resistência e ao orgulho negro.
A repercussão deste episódio expõe as fragilidades no reconhecimento e valorização da cultura negra em esferas predominantemente brancas, como a moda, e suscita um debate necessário sobre como as histórias e representações são contadas e comercializadas na atualidade.






