Voepass suspende venda de passagens entre Fortaleza e Natal após acidente em Vinhedo, com 62 vítimas fatais, e reorganiza malha.

A empresa aérea Voepass decidiu suspender temporariamente a venda de passagens para voos que partem ou chegam aos aeroportos de Fortaleza e Natal, dentre outros destinos, após a perda do turboélice ATR 72-500, que caiu em Vinhedo (SP) no último dia 9, resultando na morte de 62 pessoas a bordo. Essa medida, válida até o dia 31 de agosto, foi motivada pela reorganização da malha aérea por contingenciamento, que gerou atrasos e cancelamentos de voos.

Segundo a empresa, a restrição se aplica aos voos que ligam as cidades de Fortaleza e Natal a Fernando de Noronha ou Juazeiro do Norte, sendo impossível adquirir bilhetes para viajar entre Fernando de Noronha e Juazeiro do Norte até, pelo menos, 1º de setembro. Além disso, a Voepass deixou de realizar voos que ligam o arquipélago de Fernando de Noronha a Fortaleza e Natal desde o dia 12, mantendo apenas os voos diários entre Recife e Fernando de Noronha para atender prioritariamente aos clientes que adquiriram bilhetes pela Latam, que é sua parceira comercial.

A empresa, ao lamentar os contratempos causados pelo contingenciamento, informou que está trabalhando para minimizar os transtornos aos clientes, realocando todos os passageiros em outros voos. No entanto, consumidores têm relatado dificuldades para receber reembolsos integrais de passagens canceladas ou serem realocados em novos voos, o que vem gerando queixas e reclamações sobre a falta de assistência por parte da empresa.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está monitorando de perto a situação, buscando garantir a normalidade das operações da Voepass após o acidente aéreo. Em casos de atrasos, cancelamentos e interrupção de voos, a Anac orienta os passageiros afetados a contatarem a companhia aérea responsável, que deve oferecer assistência conforme previsto na legislação vigente.

Portanto, a suspensão temporária da venda de passagens pela Voepass tem gerado impacto significativo nos voos que ligam as cidades de Fortaleza, Natal e outras localidades, exigindo providências imediatas por parte da empresa e do órgão regulador para garantir a segurança e a satisfação dos passageiros.

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