VLT Retorna a Maceió Após Interrupção de Seis Anos por Problemas em Solo Causados pela Mineração da Braskem

Após um longo período de interrupção, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Maceió está prestes a retomar suas operações em um percurso de grande importância para a mobilidade na capital alagoana. O trajeto, que liga os bairros de Bebedouro, Mutange e Bom Parto, ficou parado por mais de seis anos devido ao afundamento do solo, problema causado pela mineração realizada pela Braskem. Este retorno, previsto para 2027, marca um passo significativo na reabilitação do transporte público na região.

O projeto de requalificação está em andamento e abrange cerca de três quilômetros da malha ferroviária. O custo total da obra está estimado em R$ 82 milhões, que será totalmente suportado pela Braskem. Isso faz parte de um compromisso firmado com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) como reparação pelos danos provocados pela atividade mineradora. No Mutange, onde os trabalhos estão mais avançados, as etapas de terraplanagem e retaludamento já foram concluídas, e o próximo passo será a montagem da grade ferroviária.

Além dos novos trilhos, a segurança dos usuários será uma prioridade. A nova malha contará com um sistema de monitoramento em tempo real, projetado para identificar quaisquer mudanças na geometria da via e nas estruturas de suporte. No entanto, a reabertura das operações do VLT ainda depende da autorização da Defesa Civil de Maceió, que está atenta às condições de segurança para a população.

Ao mesmo tempo, a Defesa Civil coordena a construção de uma nova via destinada a veículos, que incluirá uma rotatória e um desvio do Riacho do Silva. Essa intervenção busca resolver problemas históricos de transbordamento que têm causado transtornos durante períodos de chuva.

A suspensão do VLT impactou severamente a rotina da cidade desde os primeiros tremores em 2018, culminando em uma perda diária de cerca de 10 mil passageiros em 2020. Isso alterou significativamente o fluxo logístico entre o Centro e outras áreas da cidade, destacando a importância dessa linha de transporte.

A exploração de sal-gema afetou não apenas o transporte, mas também a infraestrutura urbana, impactando cinco bairros em Maceió. O Ministério Público Federal destaca que, até novembro de 2025, várias cavidades exploradas pela Braskem já foram tratadas, mas a continuidade dos serviços depende de um rígido cumprimento de requisitos de segurança operacional, conforme ressaltado pela CBTU.

A reativação do VLT não é apenas uma conquista para os usuários, mas simboliza um passo fundamental na recuperação e melhoria da infraestrutura de transporte na cidade, além de refletir o compromisso em resolver os danos causados pela mineração.

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