O crime ocorreu em 9 de janeiro deste ano e, segundo informações, o réu, que era casado com a tia da vítima, usou “brincadeiras” na piscina como pretexto para tocar as partes íntimas da menina. A ação foi flagrada por uma vizinha que, em um ato de coragem e indignação, fez um vídeo do ocorrido. O compartilhamento desse vídeo nas redes sociais provocou grande comoção e repulsa, mobilizando a comunidade.
No dia seguinte ao crime, o agressor foi localizado no bairro Canafístula, em Arapiraca, e sofreu agressões da própria população revoltada com o crime hediondo. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, efetuou a prisão do acusado, que precisou ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) devido às lesões.
A prisão em flagrante foi rapidamente convertida em prisão preventiva pelo Judiciário, baseada no Código Penal que tipifica como estupro de vulnerável a prática de conjunção carnal ou qualquer outro ato libidinoso contra menores de 14 anos. A gravidade do crime foi reforçada pelo juiz Felipe Pacheco, que esclareceu a natureza da acusação. “O crime que ele foi denunciado pelo Ministério Público foi de estupro de vulnerável e não importunação sexual, como se divulgou anteriormente na mídia local”, afirmou o magistrado.
A dinâmica dos fatos aponta que a vítima, além de ser sobrinha por afinidade, era também vizinha do réu. Em um momento de rarefação moral, o acusado confessou o ato ao ser preso, eliminando qualquer dúvida sobre a autoria do crime. Diante da sensibilidade do caso, o processo corre em segredo de Justiça para resguardar a identidade da criança e preservar os detalhes da investigação.
Esta condenação é um marco na luta contra a impunidade de crimes sexuais, especialmente aqueles praticados contra crianças, e reforça a importância da vigilância comunitária e das denúncias que podem salvar vidas e trazer justiça às vítimas.
