Viúvo de Gilberto Braga critica TV Globo por direitos autorais: “R$ 89 é preço de banana” após reprise de novela no exterior.

O designer de interiores Edgar Moura Brasil, viúvo do renomado autor Gilberto Braga, expressou sua indignação nas redes sociais após receber a quantia de apenas R$ 89,42 em direitos autorais pela reprise da novela “Celebridade”, exibida em 2003 nos Estados Unidos. Em seu relato, ele destacou o choque ao perceber quão desproporcional era o valor pago pela TV Globo, especialmente considerando a magnitude da obra de seu falecido marido, que é considerado um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira.

Em um desabafo emotivo, Edgar revelou que recebeu um alerta da emissora solicitando o envio de uma nota fiscal para o pagamento dos direitos autorais. O que começou como um gesto respeitoso logo se transformou em um sentimento de injustiça ao ver a quantia irrisória que seria destinada a um autor que produziu 221 capítulos de um grande sucesso. “Achei respeitoso o gesto até que vi a quantia: R$ 89,42. Isso é um desrespeito ao legado de um grande autor”, criticou.

A revolta de Edgar se intensificou ao conversar com outros autores da época de Gilberto, que relataram experiências semelhantes, recebendo valores mínimos como direitos autorais, determinados unilateralmente pela Globo. A falta de transparência e negociação justa em relação aos contratos, que foram elaborados antes da explosão das plataformas de streaming, intensificou ainda mais a indignação do designer.

Em suas palavras, ele destacou a incongruência entre o respeito que a emissora deve aos criadores e o valor simbólico que realmente entrega. “Como uma emissora que deve seu prestígio aos textos de Gilberto desvaloriza tanto sua obra?”, questionou, ressaltando o impacto que suas criações tiveram na televisão brasileira e no comportamento dos telespectadores.

Ao finalizar seu desabafo, Edgar fez uma analogia com uma frase famosa de Shakespeare, afirmando que “há algo de podre no reino da Dinamarca”. Com isso, ele encerrou seu discurso incisivo, clamando por uma reflexão sobre a valorização dos criadores de conteúdo e seus direitos. A situação levantou questões importantes sobre a remuneração dos autores e o valor que as emissoras atribuem a suas obras, reforçando a necessidade de uma discussão mais ampla sobre o tema.

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