Vítimas de abuso sexual denunciam próprio pai em escola de Alagoas; Justiça decreta prisão preventiva do acusado

Um caso chocante de abuso sexual envolvendo um pai e suas duas filhas veio à tona na cidade de Coruripe, em Alagoas. Duas jovens, uma de 11 e outra de 14 anos, tiveram a coragem de denunciar os abusos na escola onde estudam. A instituição de ensino, ao tomar conhecimento dos relatos, imediatamente acionou o Conselho Tutelar, que deu início às investigações.

De acordo com as autoridades responsáveis, as duas meninas sofreram inúmeros episódios de abuso sexual praticados pelo próprio pai. As vítimas, ao relatarem o crime na escola, foram encaminhadas ao Abrigo Institucional de Coruripe em estado de urgência. Na residência onde o acusado vivia com as filhas, o mesmo confessou ser o autor dos abusos sexuais cometidos contra suas próprias filhas.

Durante as investigações, veio à tona um detalhe perturbador: a outra filha do acusado, fruto de um relacionamento anterior, também afirmou ter sido abusada sexualmente por ele. Diante disso, o Ministério Público de Alagoas entrou com uma ação de suspensão de poder familiar e requerimento de acolhimento institucional para as duas meninas.

Segundo relatos, mesmo após ter sido informado das acusações e proibido de entrar em contato com as filhas, o pai continuou ameaçando-as e mandando mensagens. Essa atitude preocupante reforçou a importância da ação do Ministério Público em solicitar a suspensão do poder familiar do acusado.

A denúncia feita pelo MPAL foi acatada pela Justiça, que decretou a prisão preventiva do acusado. Além disso, uma audiência para a tomada de depoimento especial da vítima já está marcada. Nesse processo, serão adotadas medidas protetivas para encaminhar as meninas a um abrigo institucional, onde poderão receber cuidados médicos e apoio psicossocial.

A promotora de justiça Hylza Torres explicou que a ação também solicita que as vítimas sejam submetidas a exames médicos legais, avaliação psicológica e que recebam orientação, apoio e tratamento psicoterápico, caso necessário. A prioridade agora é garantir a segurança e o bem-estar das vítimas, além de possibilitar a recuperação emocional das jovens.

Esse caso é mais uma triste evidência do quanto é importante que as vítimas de abuso sexual tenham a coragem de denunciar seus agressores. Esperamos que, através das medidas tomadas pelas autoridades competentes, as duas meninas consigam seguir adiante com suas vidas e superar essa experiência traumática. A sociedade como um todo precisa se unir para combater essa e outras formas de violência contra crianças e adolescentes.

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