Visitas de parlamentares a Bolsonaro são autorizadas por Alexandre de Moraes após “caminhada pela liberdade”; Nikolas Ferreira é o primeiro a se encontrar com ex-presidente.

Em uma decisão que destaca a continuidade da relação entre alguns parlamentares e o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do deputado federal Nikolas Ferreira, do Partido Liberal de Minas Gerais, ao líder político atualmente detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Essa autorização foi concedida nesta sexta-feira (30) e marca um momento significativo, já que Ferreira fará sua primeira visita a Bolsonaro desde a chamada “caminhada pela liberdade”, um evento simbólico em que ele percorreu o trajeto entre Minas Gerais e Brasília.

Além de Nikolas Ferreira, outras visitas foram autorizadas para senadores e deputados, incluindo Bruno Bonetti e Carlos Portinho, além do deputado Ubiratan Sanderson. As visitas ocorrerão em dois grupos diferentes: um no dia 18 de fevereiro e outro no dia 21 de fevereiro, em horários distintos, permitindo que os parlamentares mantenham contato com o ex-presidente em um contexto mais restrito.

Recentemente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também teve a oportunidade de se reunir com Bolsonaro. O encontro, que estava agendado para a semana anterior, foi adiado por solicitação do governador, que alegou compromissos em seu estado. Essa rotina de encontros e visitas reflete a busca por apoio e diálogo entre os aliados de Bolsonaro, mesmo em meio à sua detenção.

Vale ressaltar que, durante a mesma semana, Moraes rejeitou os pedidos de visitas de figuras proeminentes do PL, como Valdemar Costa Neto e o senador Magno Malta. A defesa do ex-presidente argumenta que esses encontros têm como objetivo viabilizar uma comunicação direta e a necessidade de um diálogo mais próximo, estabelecendo assim uma conexão relevante com a base política que apoia Bolsonaro.

A situação do ex-presidente, que cumpre uma pena de aproximadamente 27 anos por tentativa de golpe de Estado, continua a gerar debates e movimentações políticas mais amplas. Este cenário convida à reflexão sobre o papel de ex-líderes políticos e suas interações com os atuais representantes do povo, em tempos em que as divisões políticas permanecem acentuadas no Brasil.

Sair da versão mobile