A polarização não se limita apenas a uma disputa de ideias, mas se torna um fator de risco para a violência física e social. Em tempos de extrema polarização, as diferenças de opinião são substituídas por ofensas, desinformação e discurso de ódio. A batalha passa a ser contra pessoas, e não contra ideias.
Divergências são essenciais para uma democracia saudável, porém, quando a polarização afetiva se instala, rompe-se a base do diálogo e do respeito democrático. Esse tipo de polarização, que se baseia em uma percepção negativa e distorcida de outros grupos, é um indicador do risco de violência política.
O cenário político polarizado transforma eleições em momentos perigosos, onde propostas são deixadas de lado em troca de acusações, fake news e até mesmo violência física. Redes sociais intensificam esse fenômeno, distorcendo nossa percepção do outro e amplificando as diferenças no debate público.
O discurso de ódio precede crimes de ódio, e é crucial enfraquecer narrativas que promovem a polarização política e a violência. Normalizar a violência e desumanizar o outro lado corroem os valores mais fundamentais da sociedade democrática, levando à naturalização da violência.
Em tempos de polarização, é necessário resistir a essa tendência e reforçar a importância do diálogo, da empatia e do respeito mútuo. Somente assim podemos evitar que a polarização continue alimentando a violência e destruindo a democracia.