Violência na Transolímpica: médica é ferida a tiros e confronto deixa suspeitos baleados em assalto no Rio de Janeiro.

Na manhã desta terça-feira (18), a violência no Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo trágico com os acontecimentos na Transolímpica, Zona Oeste da cidade. O carro da médica Simone Ferreira Alves, de 51 anos, foi o cenário de um episódio alarmante. O Fiat Toro vermelho, utilizado pela profissional de saúde para se deslocar até o trabalho na localidade de Campo Grande, apresentava marcas visíveis de tiros — uma na porta traseira e outra na janela do banco dianteiro do passageiro, que teve seu vidro quebrado. No interior do veículo, um colete azul-marinho do Samu estava jogado sobre o banco, indicando o momento tenso que Simone enfrentou quando foi abordada por criminosos.

Documentos estavam espalhados pelo carro, enquanto uma bíblia dourada repousava ao lado do banco do motorista, simbolizando a fragilidade da vida em um contexto de violência urbanas cada vez mais frequentes. O caso não se limitou apenas à médica, já que outros dois homens, suspeitos de envolvimento em assaltos, também foram baleados na mesma ocorrência, que envolveu um carro da marca BYD, roubado e usado pelos criminosos. Este veículo foi apreendido e levado à delegacia, onde foi constatado que apresentava danos significativos, incluindo a parte traseira amassada e o vidro traseiro destruído, resultados diretos do confronto.

As informações policiais revelam que Simone foi atingida nas costas e rapidamente socorrida ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Apesar da gravidade da situação, ela chegou lúcida e passou por uma cirurgia de emergência. Os dois homens baleados, que estavam envolvidos na tentativa de assalto, também foram levados para a mesma unidade de saúde.

Durante a ação da polícia, duas armas foram apreendidas, e as investigações indicam que todos os envolvidos têm origens no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da cidade. A troca de tiros e o abandono dos carros na pista causaram um trânsito caótico na Transolímpica, com engarrafamentos que se estenderam por horas. Um reboque chegou ao local por volta das 7h30 para retirar os veículos danificados, e somente após a liberação das vias, o fluxo de carros começou a ser normalizado. Essa situação reforça a crescente preocupação com a segurança e a escalada violenta que marca o cotidiano da cidade.

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