De acordo com a pesquisa, o ano de 2021 foi o mais fatal para os quilombolas, com um total de 10 mortes, seguido por 2020, com sete vítimas, e 2019, com oito. No entanto, o ano de 2024 já se mostra igualmente sombrio, com seis quilombolas assassinados até julho. Entre as vítimas, destacam-se duas mulheres, evidenciando a vulnerabilidade de gênero enfrentada por essa comunidade.
Os dados apontam ainda que, em 2023, metade das oito mortes de quilombolas eram de lideranças femininas. Um dos casos mais emblemáticos foi o assassinato da líder quilombola Bernadete Pacífico, que foi executada a tiros em sua própria casa, no Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia. Bernadete, que era Yalorixá da comunidade, já havia perdido o filho em circunstâncias semelhantes em 2017, vítima de conflito fundiário.
Esses tristes eventos evidenciam a urgência de medidas eficazes para proteger a vida e a integridade física das pessoas quilombolas no Brasil. É fundamental que o poder público atue de forma enérgica para prevenir e punir os responsáveis por esses crimes, garantindo assim a segurança e os direitos humanos dessa importante parcela da população brasileira. A sociedade civil também tem um papel crucial nesse processo, ao denunciar e combater a violência e discriminação contra os quilombolas em todas as esferas da sociedade.
