Violência contra mulheres em São Gonçalo: feminicídio brutal e tentativa de homicídio com veneno abalam comunidade após fim de semana trágico.

No último fim de semana, São Gonçalo foi palco de dois graves episódios de violência contra a mulher, destacando a urgência de ações efetivas para combater esses crimes. No primeiro incidente, uma mulher de 46 anos, identificada como Monique Ribeiro Veiga, foi brutalmente assassinada a facadas pelo ex-companheiro dentro de sua residência, no bairro Maria Paula. O crime ocorreu em uma noite de sábado, quando vizinhos ouviram gritos de socorro. Uma testemunha, ao perceber a situação, entrou na casa e flagrou o ataque, tentando interrompê-lo e iniciando um confronto com o agressor. Mesmo com a heroica intervenção, Monique não sobreviveu aos ferimentos e foi encontrada já sem sinais vitais pelos policiais militares que chegaram ao local. O ex-companheiro foi detido e as autoridades estão investigando o caso como um feminicídio, dado o histórico de violência entre a vítima e o suspeito.

Em um segundo caso, também no final de semana, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) prendeu um homem após ele ser acusado de tentar envenenar sua própria companheira. O crime foi planejado, com a participação da filha do casal, e envolveu o uso de veneno de rato, conhecido popularmente como “chumbinho”. As investigações tiveram início quando a filha buscou a delegacia, alegando que a mãe havia sido internada após ingerir uma substância que teria sido adulterada com veneno. No entanto, a investigação revelou contradições em seu testemunho, levando os agentes a concluir que ela estava envolvida na trama.

De acordo com a apuração, pai e filha tentaram matar a mulher em duas ocasiões. Na primeira, em outubro do ano passado, o veneno foi colocado em um cachorro-quente oferecido à vítima, resultando em hospitalização. Na segunda tentativa, o veneno foi inserido em uma cápsula de medicamento que a mulher tomava regularmente, também levando-a a ser socorrida. A motivação por trás dessas atrocidades parece ser financeira, com o objetivo de receber valores de um seguro de vida contratado pela vítima.

Esses casos chocantes sublinham a necessidade premente de medidas preventivas e educativas na luta contra a violência de gênero, um problema que persiste e exige atenção contínua da sociedade e das autoridades. Ambos os incidentes continuam sob investigação, refletindo a gravidade dos crimes e a realidade enfrentada por muitas mulheres em situações similares.

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