O morador, que testemunhou o evento, relatou que o incêndio ocorreu inesperadamente no canavial adjacente ao condomínio. As labaredas ardentes avançaram rapidamente, aproximando-se perigosamente das residências e provocando uma nuvem de fumaça espessa, que logo cobriu a área. Segundo o relato feito por ele, fagulhas do incêndio chegaram a depositar-se sobre os telhados das casas, situação capturada pelas câmeras.
Em seu relato, o morador destacou que esta foi a primeira vez que um incêndio de tal magnitude ameaçou as construções do condomínio de forma tão iminente. “Já ocorreram queimadas antes, mas, a princípio, eram mais distantes, do outro lado da pista. Nesse domingo, foi muito próximo; é possível até ouvir nos vídeos o barulho do fogo queimando, porque estava tão perto que parecia estar no quintal de casa”, descreveu, expressando a intensidade da situação vivida.
Apesar da rápida propagação das chamas, uma equipe vinculada a uma usina da região conseguiu controlar o incêndio em cerca de 40 minutos. No entanto, a fumaça persistente continuou a ser sentida e incomodou os moradores durante toda a manhã da segunda-feira, dia 14, mesmo após a extinção do fogo. Curiosamente, no relatório de ocorrências em tempo real fornecido pelos bombeiros, não há qualquer registro da atuação dos militares no combate a este incêndio específico.
A situação levantou questionamentos acerca das práticas de manuseio e prevenção de incêndios na área, além de evidenciar os riscos que queimadas descontroladas representam para áreas residenciais próximas a canaviais. A ausência de registros oficiais sobre a intervenção dos bombeiros também gerou questionamentos e reforçou a necessidade de uma investigação minuciosa sobre a gestão de incêndios na região. Enquanto isso, os moradores seguem apreensivos, temendo pela repetição de eventos semelhantes no futuro.







