No vídeo, Bolsonaro citou explicitamente alguns dos “traíras” que passaram por seu governo, incluindo militares. Um deles foi o general Santos Cruz, que foi ministro-chefe da Secretaria de Governo de Bolsonaro entre janeiro e junho de 2019. Bolsonaro fez referência ao fato de que o filho de Santos Cruz é representante de uma empresa israelense que vendeu um sistema de monitoramento para o governo, e afirmou que o general queria que o governo comprasse armamento da mesma empresa.
Outro citado por Bolsonaro foi o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, que foi agraciado com um cargo no Banco Mundial nos Estados Unidos, com indicação do presidente, mas que se tornou um desafeto e retornou ao Brasil para disputar as eleições de 2022, das quais saiu derrotado.
Bolsonaro também mencionou o general Rêgo Barros, que foi porta-voz no seu primeiro ano de governo e afirmou que não votaria de novo no ex-presidente durante as eleições de 2022.
As declarações de Bolsonaro na reunião têm gerado controvérsias e críticas. Enquanto alguns defendem a atitude do presidente de expor o que ele considera traição, outros veem as declarações como uma demonstração de instabilidade no governo e um desrespeito à integridade e privacidade dos que foram citados.
A revelação desse vídeo também tem alimentado debates sobre a ética e a transparência nas relações entre autoridades e membros do governo, bem como sobre a exoneração e as possíveis reações daqueles que foram expressamente citados. A reunião e as suas consequências continuarão a repercutir nos próximos dias, à medida que mais detalhes surgirem e as partes envolvidas se manifestarem.






