A psicóloga Aline Sampaio alerta que o vício em pornografia ocorre quando a pessoa perde o controle sobre o consumo desse material, mesmo quando ele causa prejuízos em sua vida. Esse comportamento compulsivo pode se manifestar de várias formas, como o aumento progressivo do consumo, a diminuição do interesse por relações reais e a vivência de fantasias irreais.
Os impactos desse vício nos relacionamentos amorosos e sexuais são profundos. A pornografia cria uma realidade idealizada, na qual os corpos e os atos sexuais são perfeitos, o que pode gerar frustração na vida real. O constante comparativo entre o parceiro e as fantasias vistas nos vídeos pornográficos pode levar ao distanciamento emocional e à insatisfação sexual.
Além disso, o consumo excessivo de pornografia pode desencadear sentimentos de culpa, vergonha e solidão. Muitas vezes, a desconexão entre a representação do sexo na mídia e a experiência real pode afetar negativamente a capacidade de estabelecer uma conexão emocional genuína com o parceiro.
Para combater esse vício, a sexóloga Cátia Damasceno sugere algumas práticas que podem auxiliar na superação. Atividades físicas regulares, foco em projetos pessoais significativos, manutenção de uma boa qualidade de sono e cessação completa do consumo de pornografia são estratégias que podem ajudar na reconquista do equilíbrio emocional.
Portanto, é fundamental promover a conscientização sobre os riscos do consumo excessivo de pornografia e investir em educação sexual desde a infância e adolescência. Desconstruir estigmas e padrões idealizados de sexualidade é essencial para construir relacionamentos saudáveis e satisfatórios.
